sexta-feira, 27 de junho de 2008

Unfinished...

Às vezes, quando você está numa jornada muito difícil você se esquece da felicidade.
Pecado, lembre-se sempre!

Nas horas mais difíceis, as mãos, inúmeras, pequenas, suaves e delicadas, pretas ou brancas, peludas ou lisas, estarão ali para levantar você.

A auto-ajuda torna-se piedade em livros melosos. O que vale são os cigarros, os abraços sufocados, os soluços desesperados, a falta de coragem e um sorriso bobo.

Depois que a tempestade da vida passa, o chão molhado, desfigurado olha para nós perguntando se aprendemos alguma coisa com nossas feridas, nossa covardia e coragem. Indagando se aquele grito reprimido na garganta vai sair, lutando pela liberdade ou se a voz do peito ardido se calará para sempre.

A voz do meu peito se calou. A chama nos meus olhos se apagou.

Entretanto, meu amigo, apenas por um momento. Os braços me chutaram aparentemente, mas os pés me acariciaram por baixo dos panos. Os olhares me deram raiva, a pena me fez crescer e os risos me fizeram permanecer no caminho. Após o sufoco, toda calmaria é bem vinda. A gente nunca aprende depois, mas na hora, no ato, sem mais nem menos. A gente só cresce quando dá uma porrada na madeira e impõe a mão que não doa.

A gente só se perdoa quando erra, se fere ou se destrói. E, mãe, eu não tenho porque me perdoar. Amigos, eu não tenho porque me julgar.

Pessoas, eu estou vivendo, estou sendo feliz. E eu devo o meu muito obrigado às minhas lágrimas, ao meu aperto no peito, à minha coragem.

Eu devo meu barco, bem construído e que suportou os mares revoltosos, aos meus amigos.

Eu devo, sobretudo, boas histórias e muitos risos.

A tempestade não passou, mas meu ventilador está ligado, pois no meu quarto, ela não entrará mais.

A amizade é aquele tipo de cachorro que lambe, morde, sorri, chora, mas não sai da sua porta. Nem que você esteja dormindo.

Uma ode aos bons, e sinceros, momentos da vida.

~~~~
O post pelo aniversário do maravilhoso Filipe Couto ainda não foi feito e isso é uma vergonha!
Motivos de força maior, como sempre. O texto das palavras denotativas se perdeu na minha gaveta de textos e vou procurá-lo por esses dias...

Mesmo assim, fica-se registrado aqui que dia 22 de Maio, Filipe Couto fez aniversário e ele é, para mim, um poeta maravilhoso que falou uma coisa que bateu fundo no meu peito sobre meus textos. Alguém que nunca vou (e nem quero) esquecer.

Filipe, parabéns infinitos, milhões de beijos!
E uma rápida recuperação!

1 comentários:

João Oliveira disse...

Felipe Couto é simplesmente um cara inacreditavelmente CALVO...e um poeta também! ^^